#51 – A Toda a Velocidade

Com apenas quase duas semanas em 2018, já estamos a testemunhar alguma loucura… Na semana passada, o mercado bateu novos máximos.

Maior Menor
Por 12 de Janeiro de 2018

Caro leitor,

Com apenas quase duas semanas em 2018, já estamos a testemunhar alguma loucura…

Na semana passada, o mercado bateu novos máximos.

O Dow Jones passou a marca dos 25.000 pontos pela primeira vez e atingiu este nível em apenas 23 dias – a subida de 1.000 pontos mais rápida da história do índice.

Na Europa, o Dax chegou a um novo máximo de 13.478 pontos e o Stoxx 600 conseguiu, finalmente, ultrapassar os 400 pontos, depois de muita luta em 2017.

Os primeiros dias de 2018 mostram que o sentimento positivo do mercado é para continuar.


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Contudo, esta é uma altura para refletirmos no que se está a passar.

Quando um bull market entra em alvoroço, qualquer coisa que se compre sobe e como já referi algumas vezes em n’As Melhores Ações da Bolsa, esta situação dá aos investidores aquela sensação de que investir na bolsa é fácil e fá-los sentirem-se como um génio da bolsa.

De um modo geral, as avaliações das empresas estão altas, o efeito Trump é de desconfiar, a inflação continua sem aparecer e os riscos geopolíticos estão sempre à espreita – Irão, Coreia do Norte, eleições em Itália…

Quando chegarmos ao final de 2018 é pouco provável que este ano se assemelhe ao boom de 2017.

O mais provável é que existam uma ou outra correção ao longo do ano.

Todavia, o sentimento otimista continua.

Wall Street continua excitada com a nova reforma fiscal nos Estados Unidos.

O crescimento económico mundial é positivo e está em sintonia um pouco por todo o mundo.

O desemprego é cada vez mais baixo, 4,1% para os Estados Unidos, 2,7% para o Japão e até no velho continente continua a descer, estando agora nuns 8,7%.

Ao olhar para o mercado nos dias de hoje, vejo sinais otimistas e de robustez na economia.

Ainda não fora de território bolha

Alguns investidores estão a comprar ações de empresas sobrevalorizadas na esperança de as venderem ainda mais alto nos próximos meses.

Um sinal otimista, mas acredito que ainda não chegamos ao ponto de excesso de ganância ou de “novo paradigma” – aquela fase em que a euforia é tanta que os investidores passam a assumir que uma bolha é o novo normal.

Como é que sei?

Porque não se vê o excesso que tipicamente acompanha a fase final de um bull market.

Por enquanto, não existem muitas pessoas a dizer que desistiram do seu trabalho para começar a fazer day trading a partir de casa.

A maioria das pessoas ainda pensa muito nos riscos associados ao investimento em bolsa e a crise financeira mantém-se bastante presente na mente dos investidores.

Os investidores estão otimistas, mas ainda não estão eufóricos (ainda).

Atualmente, os resultados das empresas apresentam-se sólidos e quando os lucros sobem ajudam a justificar os elevados preços. Assim, poderão passar alguns trimestres até que tenhamos uma correção forte.

Não me interprete mal e pense que estou a ignorar os riscos.

Certamente que temos de ser cuidadosos e ajudá-lo a proteger o seu património é um dos nossos principais deveres.

Não recomendo que compre ações que estão caras como o Facebook, a Amazon, o Netflix ou o Alphabet (ex-Google).

Desde que continue a realizar investimentos sensatos em empresas sólidas com lucros estáveis, o efeito de riqueza deverá ajuda-lo a continuar a acumular ganhos neste novo ano.


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Os bancos centrais definem o ritmo do jogo

As minutas da Reserva Federal em dezembro demonstraram que a Fed também está otimista quanto ao futuro da economia norte-americana e que para 2018 planeia aumentar as taxas de juro três vezes – tal e qual como em 2017.

Contudo, o atual estímulo de $1.5 biliões da reforma fiscal pode fazer com que o banco central aumente o ritmo.

Do lado da zona Euro, o Banco Central Europeu parece ter a sua politica definida até setembro de 2018, quando o programa de compras de ativos acaba.

Todavia, lá para meados do ano, deverão começar a surgir as especulações em volta do que virá a seguir.

Com uma inflação abaixo do objetivo dos 2%, o BCE pode deferir a sua decisão de começar a aumentar as taxas de juro.

Mas se o atual crescimento económico se mantiver, será difícil arranjar uma justificação para manter as taxas de juro negativas.

Com o fim do mandato de Mario Draghi em 2019, no final de 2018 o mercado deverá começar a ajustar-se a uma possível subida de taxas de juro no ano seguinte e com um novo presidente menos expansionista.

E assim, começamos a vislumbrar a mudança de política monetária expansionista para uma mais restritiva por parte dos bancos centrais.

Muito se diz que o mercado tem as ações sobrevalorizadas, mas por norma não são as elevadas avaliações que acabam com um bull market.

Por norma, são os bancos centrais.

Fique atento.

Até para semana,

Diogo Baltazar

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Diogo Baltazar, CFA, Analista Financeiro Independente, CMVM

Diogo Baltazar tem mestrado em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior Técnico. Trabalhou como a analista e trader na área de investimentos da Fidelidade Companhia de Seguros. CFA Charterholder pelo CFA Institute. É analista financeiro independente registado na CMVM.