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Sabia que o investidor médio apenas possui de 3 a 5 ações no seu portfolio? Esta é uma situação potencialmente perigosa.

Maior Menor
Por 12 de Julho de 2016

.: Pouco, mas mau
.: Tamanho certo vs. Estudos académicos
.: Mais rápido que uma bala
.: O tamanho importa
.: Prémio da paciência

00:09 - Pouco, mas mau

Sabia que o investidor médio apenas possui de 3 a 5 ações no seu portfolio?

Esta é uma situação potencialmente perigosa.

Veja bem, qualquer ação pode ter um trimestre complicado com resultados desapontantes… e o mercado não perdoa: essa ação pode cair 20%, 30%, até 50% enquanto o diabo esfrega o olho.

Falo isto, porque vai começar a época de apresentação de resultados…

Agora imagine se acontecer a uma das poucas ações que tem, então o seu portfolio como um todo vai estar em maus lençóis…

Nesse sentido, o seu desafio não deve ser só escolher aquelas ações que só sobem… (ninguém consegue fazer isso).

A sua atenção deve estar focada em proteger o seu portfolio através de uma diversificação adequada.

01:12 - Tamanho certo vs. Estudos académicos

Existem várias formas de olhar para a diversificação.

Por isso, vamos analisar cada um dos conceitos com soluções para o colocar o seu portfólio nos eixos…

Os académicos concordam que o um número razoável de ações para se ter numa carteira são entre 15 a 20 nomes…

Isto seria fácil obter se o leitor tivesse uma carteira de investimentos com 6-7 dígitos.

Porém, 20 ações não é um número realista para a maioria dos investidores que pretendem ter um lote mínimo de 100 ações de cada empresa…

Uma das opções é caçar empresas com um preço médio baixo… dessa forma, consegue diversificar os seus investimentos além de um punhado de empresas.

Sim… Empresas a cotar na casa de 1-2 dígitos carregam mais risco que as grandes multinacionais… felizmente, a diversificação do portfolio ajuda a mitigar grande parte desse risco.

02:11 - Mais rápido que uma bala

Lembre-se sempre que o mercado invariavelmente atravessa períodos de “rotação”… em que os setores da moda passam de repente a ser os ranhosos…

E, de um momento para outro, os patinhos feios saltam novamente para a ribalta…

Estes movimentos podem acontecer do pé para a mão. Portanto, a melhor forma de precaver-se é através da diversificação setorial…

O conceito chave de uma diversificação bem-feita é deter empresas de diferentes setores.

A maioria dos investidores é atraído para o setor das tecnologias. Aqui chamo a atenção que a diversificação não é: software vs. hardware vs. internet vs. social media.

Pense sobretudo em setores mais genéricos: tecnologia, retalho, energia, automóveis, industrias, saúde, transportes, etc…

Não é um crime ter uma maior exposição ao setor trendy, mas tente não ultrapassar os 30% de exposição.

03:05 - O tamanho importa

Small caps (pequenas empresas) são conhecidas por carregar mais risco e com menor liquidez que as empresas maiores…

Isto também, significa que têm um maior potencial para ganhos.

Quando se tem fundos limitados, mas tem-se o desejo de investir de uma forma diversificada, deve espalhar as sementes por diferentes tipos de empresas…

Algumas gigantes com um preço muito baixo, podem dar ao seu portfolio a tão desejada estabilidade…

Estas são ações que provavelmente atravessaram momentos complicados para estarem na casa dos “poucos dígitos”, no entanto, adicionar algumas empresas com um potencial para uma remontada pode ser uma excelente estratégia…

04:12 - Prémio da paciência

Quando o investidor não tem tempo para estar atento ao seu portfolio – quanto mais para construir um – é extremamente importante investir com parcimónia.

Isto dará às suas ações mais tempo para se transformarem em vencedores de longo prazo.

O desejo de ganhar no curto prazo está sempre presente… não há como ignorar isso.

Mas pense assim… quando o seu dinheiro está no mercado, ele está 24 sobre 24 horas a trabalhar para si… para o bem ou para o mal…

Mas se tiver sempre a olhar para ele, como um chefe em cima de um funcionário, não só vai dar em doido, como vai pôr o funcionário a trabalhar pior…

No longo prazo, ações com um preço baixo podem tornar-se ações com um preço alto. Mas a ideia chave aqui é mesmo: longo prazo.

E lembre-se: isto não é um sprint. Prepare-se para investir em ações que têm um forte potencial no curto-prazo para começar com o pé direito.

Mas depois conserve-as para a maratona!

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Pedro Gonçalves, Editor-chefe

Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, é editor-chefe da Empiricus Portugal.