Adivinhe quem vai ser despedido

Rex Tillerson, John McEntee, Gary Cohn, Hope Hicks, Rob Porter, Dina Powell, Tom Price, Sebastian Gorka… a lista é interminável. Alguém fez as contas e, ao que parece, o presidente afasta um membro da equipa a cada duas semanas.

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Por 16 de Março de 2018

.: White House
.: Pode acrescentar à lista
.: A guerra do Atlântico
.: Pouca inflação
.: Arriscar um pouco

00:12 - White House

O leitor é bom em contabilidade?

É que eu já perdi a conta ao número de pessoas que foram despedidas (ou convidadas a sair) da administração de Trump.

Rex Tillerson, John McEntee, Gary Cohn, Hope Hicks, Rob Porter, Dina Powell, Tom Price, Sebastian Gorka… a lista é interminável.

Alguém fez as contas e, ao que parece, o presidente afasta um membro da equipa a cada duas semanas.

Vistas bem as coisas, a Casa Branca transformou-se numa versão sofisticada do programa The Apprentice.

01:03 - Pode acrescentar à lista

De acordo com os rumores, o próximo na lista é H.R. McMaster, o Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos.

Ao que parece, o general também foi contra a imposição de tarifas às importações de aço e alumínio.

Já devia ter aprendido que não é vantajoso ter pensamento crítico quando se trabalha com Trump.

Inicialmente, esta algazarra arrastou os mercados para baixo…

Mas depois de tanto entra e sai – acho que os investidores já estão a ficar habituados à ideia que o gabinete do POTUS virou um reality show – as bolsas viraram positivas.

02:03 - A guerra do Atlântico

Mesmo assim, o STOXX 600, o equivalente ao S&P500 deste lado do Atlântico, está a caminho de mais uma semana negativa.

Em termos de valutions e indicadores económicos, o bloco económico é um dos mais atrativos do globo…

Em contrapartida, os receios de uma guerra comercial (na minha opinião, muito exagerados) têm impedido ganhos mais substanciais nas ações das regiões que vivem muito das exportações.

Continuo a achar que quando o tema acalmar, as bolsas poderão recuperar a sua tendência ascendente.

03:12 - Pouca inflação

Parece que os últimos dados da inflação também ajudam na materialização dessa tese.

Depois de ter anunciado, no final do mês passado, que a inflação na Zona Euro se fixou em 1,2%, em Fevereiro o Eurostat reviu hoje em baixa esse valor para 1,1%.

Trata-se do nível mais baixo desde o final de 2016.

Ou seja, ainda estamos muito abaixo da meta do BCE – inflação abaixo, mas próxima de 2%.

Confirma a ideia que os preços ao consumidor continuam muito dependente dos estímulos do BCE.

Exatamente como o mercado gosta.

04:12 - Arriscar um pouco

Uma das principais conclusões que se pode retirar destes últimos indicadores é bastante intuitiva: sem inflação, não haverá subida das taxas de juro pra já.

Sendo assim, não espere por depósitos ou produtos de poupança sem risco com rentabilidades generosas.

Se quer ganhar dinheiro, terá de arriscar um pouco.

O Diogo explica-lhe como aqui.

Pedro Gonçalves, Editor-chefe

Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, é editor-chefe da Empiricus Portugal.