Como seguir os maiores e melhores

Entre os vários vieses comportamentais que podem fazer com que qualquer “smart money” cometa erros nos seus investimentos, há uns que eu entendo que são os mais comuns e perigosos:

Maior Menor
Por 16 de Março de 2017

.: Os tubarões
.: Not so smart, dude
.: Atenção aos vieses
.: Teste de vieses
.: The Mentalist

00:50 - Os tubarões

No mercado financeiro, os grandes gestores de fundos são chamados de “smart money”.

Essa atribuição é dada pelo tamanho dos recursos que gerem, o modo como fazem as suas operações e a competência dos seus fundadores e equipa.

Não obstante, assim que um movimento de compra de ações de uma empresa por um figurão é divulgado, ela beneficia-se de um boost de valorização.

Quando Warren Buffett comprou ações do setor de aviação, tido como um setor extramente problemático e pouco rentável, imaginem o estrago que fez…

As ações estavam esquecidas e quietinhas e de repente, boom!

Faça o teste do Google e verá:

01:50 - Not so smart, dude

Este fenómeno, em tese, funcionaria para qualquer mercado.

Ora, se um investidor profissional está a comprar casas na minha zona, é bem possível que ele espere que ela se valorize.

Se esse investidor tem um perfil de “rentista”, acha que terá um ótimo rendimento ao arrendar.

Valeria a pena segui-lo, não?

Mas quando é que eu sei se esse tipo é mesmo bom no que faz? Que realmente sabe o que está a fazer?

Será que não existe muito “smart money” que na realidade é ”stupid money”?

A minha resposta é sim, existem milhares de casos.

Bill Ackman, justamente aquele que foi considerado o novo Buffett, acabou de fazê-lo. Concentrou grande parte do seu portfólio numa só empresa (Valeant) e perdeu 4 mil milhões de dólares…

02:50 - Atenção aos vieses

Entre os vários vieses comportamentais que podem fazer com que qualquer “smart money” cometa erros nos seus investimentos, há uns que eu entendo que são os mais comuns e perigosos:

Viés de confirmação: quando as pessoas tendem a dar mais importância para uma nova informação que confirma a sua tese de investimentos do que para uma que é contra a sua tese.

Viés de disponibilidade: quando as pessoas tendem a dar mais importância para uma informação que veem a toda a hora, como notícias de jornais e televisão.

Excesso de confiança: quando as pessoas tendem a confiar de forma excessiva na sua intuição, julgamento e habilidade de análise. Dessa forma, os investidores ficam com posições concentradas em poucos ativos e negócios.

03:50 - Teste de vieses

Por que estou a falar disto afinal?

Desde que passei a estudar o mercado imobiliário português com mais profundidade, deparo-me diariamente com várias notícias que reforçam a minha tese de que é um dos melhores investimentos que se pode fazer hoje em dia.

Seja para um português, seja para um estrangeiro ou ainda para os grandes investidores institucionais.

 

04:20 - The Mentalist

Eu precisava da análise de alguém que fosse especialista e ao mesmo tempo outsider.

As bases de um negócio imobiliário são as mesmas em qualquer lugar do mundo. É preciso garantir que os fundamentos e os financials (as contas) estão todos ali.

A análise feita por um outsider guarda ainda um certo afastamento emocional, garantindo total independência.

Pois bem, no dia 7 de março de 2017, depois de um longo período de estudo, comprei uma casa em Lisboa para investimento.

Tive ajuda e aval do Marcio Fenelon, quem considero um dos maiores especialistas em investimento imobiliário.

O Márcio tem mais de 25 anos de experiência a auxiliar pequenos e grandes investidores.

Veja abaixo o recado que o Marcio deixou para os nossos leitores.

Em breve teremos novidades.

Renato Breia, CFP®, Analista-Chefe de Investimentos

Formado em Economia pela PUC-SP e Planejador Financeiro certificado pelo IBCPF. Iniciou a sua carreira como analista de ações na Link Corretora e tem experiência de mais de 12 anos em mesa de operações, gestão de fundos, relações com investidores e alocação de patrimônio.