Dia santo na loja

O tráfego aqui na Avenida esteve muito tranquilo esta semana. Boa parte do smart money, suspeito, já deixou as gravatas e partiu para as férias de verão.

Maior Menor
Por 14 de julho de 2017

.: Chefe de férias
.: No momento certo
.: Sem sentido
.: Perplexo
.: Opção conservadora

00:21 - Chefe de férias

O tráfego aqui na Avenida esteve extraordinariamente tranquilo esta semana.

Boa parte do smart money, suspeito, já deixou as gravatas de lado e partiu para as férias de verão.

A minha teoria é reforçada pela duração dos almoços dos analistas juniores que almoçam pela zona: muito embora tenham ficado incumbidos de fazer o plantão, valem-se da máxima que afirma que patrão fora, dia santo na loja.

Em clima de cumprimento de calendário, o dia é de volumes e noticiário fracos por aqui.

A nossa bolsa opera em baixa moderada com foco predominante nas telecoms.

Lá fora, o mercado também segue no zero a zero.

01:23 - No momento certo

No noticiário interno, destaque para o acordo firmado entre a Altice e a Prisa para a compra da Media Capital, por um valor a rondar os 440 milhões de euros.

Além de ter acordado a compra dos 95% que a espanhola detinha na Media Capital, o conglomerado também lançou uma OPA sobre o restante capital, oferecendo 2,55 euros por cada ação.

O valor está em linha com as estimativas mais recentes, mas o mais engraçado é o timing do negócio.

Ainda ontem o Primeiro-Ministro teceu duras críticas – despropositadas, diga-se – à dona da PT.

Será mesmo uma coincidência?

Vale a pena ficar atento, somente para ver se o Governo não se intromete. Aceitam-se apostas…

02:12 - Sem sentido

Para a administração da NOS, aproxima-se a hora da decisão.

Ou mantém-se fora deste movimento de consolidação ou entra no comboio das aquisições.

Acho errado, mas é o jogo.

Os barões das telecomunicações entraram numa luta por conteúdos e restam dois canais: SIC e CMTV (leia-se: Impresa e Cofina).

Naturalmente, as duas empresas já descontam grande parte da especulação.

O alvo natural, a Impresa, acumula um ganho de mais de 100% no ano e hoje disparou 15%….

Diante da perspetiva de especular com o negócio, os investidores tentam antecipar uma OPA à dona da SIC. Vai que a NOS perde a cabeça, não é mesmo?

Fica o alerta: não se deixe iludir pelas “dicas espertas” na bolsa.

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03:21 - Perplexo

Não raras vezes recebo mensagens que confirmam os meus piores receios.

“Pedro, vendi ações da XXX, YYY e ZZZ para comprar XPTO, receber os dividendos e logo que possível vender para comprar KPX, o que acha?”

O investimento em ações não é um casino.

O foco deve ser o longo prazo e a diversificação é uma componente essencial da estratégia de investimento.

Não é por estar a fazer uma mais valia interessante que deve comprar e vender freneticamente. Além disso, não deve tomar decisões baseado naquilo que lê nas manchetes dos jornais.

Foque-se em boas empresas que foram esquecidas pelo aparato. Os grandes ganhos estão onde menos se espera.

04:12 - Opção conservadora

Vem aí mais uma emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV).

O Tesouro português vai buscar mais 500 milhões de euros aos pequenos investidores.

Bom negócio para o Estado e para os bancos que participam na colocação – que fazem o mês com as comissões.

Para não variar – aconteceu em todas as colocações – a taxa foi revista em baixa e rende uns avarentos 1,6% brutos (a mais baixa de todas).

Já dissemos aqui, reiteradamente, que os CTPM têm menos risco e pagam mais.

 

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Pedro Gonçalves, Editor-sénior

Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. É actualmente Editor-sénior da Empiricus Portugal.