Expetativas em alta
Em Portugal, nós entendemos que existe espaço para ganhos acima do mercado…Nem sempre precisa acertar nos grandes vencedores…
.: Thug life
.: Aposta da vida
.: Sinfonia de Draghi
.: Análise técnica
.: Quero Estímulos
00:10 - Thug life
É ingrato ser gestor de um fundo…
Índice português fechou o mês com uma queda de quase 6% e os fundos de ações nacionais vieram atrás, em média, 4,5%.
Não há volta a dar, se as ações caem, o gestor no limite minimiza as perdas.
E no caso nacional o problema é ainda mais complicado.
Entre as 17 empresas que cotam no PSI20 é tentar evitar as piores.
Veja-se este mês, onde os gestores nacionais fugiram da EDP e do BCP, as piores ações do mês de fevereiro…
Serve o exemplo para explicar um dos grandes desafios dos investidores que geram o seu património por conta e risco…
Em Portugal, nós entendemos que existe espaço para ganhos acima do mercado…
Nem sempre precisa acertar nos grandes vencedores…
Se evitar os BES, Banif e Portugal Telecom da vida, já será meio caminho andado para o sucesso…
01:21 - Aposta da vida
Por outro lado, a aposta em rendimentos de mercado tem cada vez mais seguidores…
O Sr. Warren Buffett é conhecido pelo seu menosprezo pela indústria de hedge funds (fundos de cobertura altamente especulativos).
(Não confundir com os fundos nacionais).
Em 2008, apostou 1 milhão de dólares com um gestor que um fundo que imita o desempenho do S&P 500 (ou seja, os investimentos que o fundo detém são “exatamente” iguais à constituição do índice) conseguiria bater um portfolio de hedge funds num período de 10 anos.
A aposta reverteria para uma instituição de caridade.
Recentemente, na assembleia de acionista da Berkshire, o mega-investidor revelou que o Vanguard 500 (fundo que imita o maior índice americano) tem um ganho acumulado de 63,5%, enquanto o cabaz de fundos especulativos sobe apenas 19,6%…
É por estas e outras, que os investidores americanos procuram cada vez mais rendimentos de mercado.
Os génios que prometem bater a média, raramente o fazem.
02:12 - Sinfonia de Draghi
Amanhã vai ser o dia do tudo ou nada para as bolsas europeias…
Mario Draghi sobe ao palco e a música que cantar, vai definir o ritmo para os próximos meses…
Mais do que o tema escolhido, o presidente do BCE vai ter de surpreender o júri (leia-se o mercado).
Em análise vai estar a profundidade e a extensão dos estímulos.
Se o mercado gostar da composição, espera-se um rali.
Se, como em dezembro, ficar aquém… as bolsas podem ir procurar os mínimos já feitos este ano.
03:05 - Análise técnica
E não podíamos estar em níveis técnicos mais simbólicos.
Ligeiramente acima 3000 pontos no Eurostoxx 50.
Daqui podemos ir para qualquer lado (como sempre, diga-se).
Não queria pressionar muito o nosso Goldman-boy…
Mas está tudo de olhos postos na criatividade do presidente do BCE.
04:01 - Quero Estímulos
Uma das medidas em cima da mesa é aumentar o quantitive easing (criação de dinheiro novo) e expandir o programa de compra de dívida.
Hoje em dia, a maior economia (Alemanha) é a que recebe mais financiamento (através do programa de compras).
Parece lógico…
No entanto, a Alemanha (3º) não é o país da zona euro mais endividado em termos absolutos.
Os italianos, nesse domínio, estão estão na pole position.
A eventual flexibilização do programa visa permitir que o BCE compre mais a quem deve mais.
É claro que os alemães não vão achar muita piada.
No fundo, estamos a perpetuar o problema: os despesistas são os mais beneficiados.
P.S. Isto quando transpirou nas notícias que a Comissão vai exigir mais esforço orçamental a Portugal (€700 milhões). Dá com uma e tira com a outra.
Já leu o nosso Relatório de Imóveis? Leia, aqui:
Pedro Gonçalves, Editor-chefe
Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, é editor-chefe da Empiricus Portugal.
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