A lei dos rendimentos decrescentes

Claro que se chega a um ponto em que adicionar mais ações à sua carteira já não elimina o risco de mercado…. Pense na lei dos rendimentos decrescentes.

Maior Menor
Por 15 de novembro de 2017

.: Lembrete
.: Prepare-se como pode
.: Exemplo prático
.: Número certo
.: É melhor estar quieto

00:12 - Lembrete

Hoje o mercado envia aos mais distraídos um lembrete de que o futuro é irremediavelmente imprevisível.

Depois de várias semanas de sentido único (para cima, felizmente), de um momento para o outro, decidiu escorregar fortemente.

Quem, por acaso, esfregou o olho, talvez não tenha reparado que as suas posições já não valem tanto como há uma semana.

Antes de mais, não deve entrar em pânico. Faz parte do jogo.

A volatilidade é inerente ao investimento em ações. Também por isso é que os seus retornos de longo prazo são maiores do que qualquer outra classe de ativos.

No curto prazo, como repetimos aqui ad nauseaum, estamos dependentes dos caprichos da deusa Fortuna.

01:33 - Prepare-se como pode

Não quero com isto dizer que não deve pensar no amanhã.

Pelo contrário, pense muito, mas sem perder de vista a noção de que não existe alguma certeza.

Encare a sua ignorância acerca do vindoiro como uma limitação inerente à condição humana e prepare-se da melhor maneira que puder.

Apenas isso.

Como?

Diversificação e seguros.

Recomendado para si…

Está na hora de ganhar dinheiro a sério. 

O momento nunca foi tão propício para investir em ações. Especialmente se apostar nestas três que lhe vamos recomendar imediatamente.

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02:11 - Exemplo prático

Exemplo prático:

Durante este período de correção algumas cotadas têm sido derrubadas em bolsa.

Os casos mais dramáticos são os CTT e a Altice.

Os correios portugueses, que agora também se querem valer como um banco, já perderam metade da capitalização bolsista que tinham à entrada para este ano.

A dona da PT perdeu 45% nas últimas oito sessões.

Se um investidor, demasiado confiante, apenas tivesse exposição a um destes títulos teria perdido metade da sua posição em bolsa.

Se esse mesmo investidor tivesse apenas investido 10% da sua carteira de ações num destes títulos, teria perdido 5% no agregado das posições.

Daí que seja fundamental diversificar. Quanto menos tem em cada posição, menor tenderá a ser o risco de um evento negativo muito específico afetar o seu portfólio.

03:12 - Número certo

Claro que se chega a um ponto em que adicionar mais ações à sua carteira já não elimina o risco de mercado….

Pense na lei dos rendimentos decrescentes.

Estudos demonstram que se tiver duas ações na sua carteira elimina 46% do risco específico de apenas ter uma ação.

Consegue reduzir em 72% com 4 ações, 81% com 8 cotadas, 93% com 16, 96% com 32 e 99% com 500.

Sem divagar muito tempo sobre a exatidão destes números, há duas coisas que parecem óbvias:

– depois da oitava ação o valor de adicionar uma ação a mais ao seu portfólio é pequeno (estou a falar em termos de risco).

– o risco do mercado como um todo não é eliminado, mesmo que tenha um milhão de ações.

Também por isso, a carteira do Melhores tem este número de ações: 8.

04:02 - É melhor estar quieto

A vida do aforrador não está fácil.

Depois do desaparecimento dos “generosos” Certificados do Tesouro Poupança Mais, agora é a vez das novas OTRV.

Não, não desapareceram. Mas podiam.

O retorno desta nova emissão – o período de subscrição começa hoje – é realmente paupérrimo.

Estamos a falar de 1,1% de juros brutos durante 5 anos, onde ainda terá de descontar comissões de subscrição, custódia, entre outros.

Feitas a contas, para montantes baixos, a diferença entre deixar na conta à ordem e investir nas OTRV é praticamente nula – com a agravante de que não pode mexer nestas últimas sem incorrer num risco de perda de capital.

Para aqueles que não querem arriscar nada existem depósitos a prazo com melhores condições.

Os nossos analistas recomendam que leia…

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Pedro Gonçalves, Editor-chefe

Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, é editor-chefe da Empiricus Portugal.