LFV e Bruno de Carvalho na política?

Caro leitor, gostaria de lhe dar a minha opinião sobre o nosso novo Governo. Mas não posso. Ainda não temos um.

Maior Menor
Por 19 de Outubro de 2015

.: LFV e Bruno de Carvalho na política?
.: Meu rico mercado
.: Oportunidade de investimento
.: Oriente
.: Cartel do ouro

00:35 - LFV e Bruno de Carvalho na política?

Caro leitor, gostaria de lhe dar a minha opinião sobre o nosso novo Governo.

Mas não posso. Ainda não temos um.

Começam hoje as reuniões entre os vários líderes partidários e o Presidente da República.

As boas notícias é que uma coligação à esquerda é cada vez mais improvável. O desacordo entre PS e PCP relativamente à moeda comum e aos tratados europeus inviabiliza qualquer tipo de coligação.

As outras notícias, repare que não lhes chamo “más”, é que neste caso, só existe uma alternativa. Um governo minoritário de direita.

As conversações entre a coligação “Portugal à frente” e o PS azedaram durante o fim‑de‑semana. É como tentar pôr o Luís Filipe Vieira e o Bruno de Carvalho a dar um aperto de mão.

Depois de tudo o que foi dito durante a campanha, parece-me difícil chegar-se nesta fase a um entendimento.

Pergunta o leitor, que impato tem isto no mercado?

No curto-prazo o mercado estará muito focado em notícias de micro, isto é, especificamente sobre uma empresa. No médio prazo e com um orçamento para aprovar já no início de 2016 começam aí as complicações.

Em suma, sem uma maioria no parlamento as grandes decisões políticas prometem gerar volatilidade no mercado.

01:35 - Meu rico mercado

A bolsa portuguesa, continua ao sabor das notícias nacionais. A indefinição do governo, prejudica novamente o volume da nossa praça.

O investidor internacional na dúvida, ou não faz nada, ou vende o que tem.

Quem sofre com isto é o investidor nacional: títulos com pouca liquidez, rendibilidade desinteressante. E o mais grave, pouca diversificação.

Está mais que na hora, de começar a olhar para o mercado europeu como uma alternativa de investimento. As comissões de transação nas bolsas da Euronext já são comparáveis as praticadas na bolsa portuguesa, e o universo de empresas é muito maior.

 

euro_stoxx

 

Nós fazemos aqui um compromisso de o ajudar nesta transição.

02:21 - Oportunidade de investimento

Queria lhe chamar a atenção, para o vasto mercado que existe lá fora.

O Eurostoxx 50, o índice que agrega as principais empresas da zona Euro, continua a recuperação iniciada no início do mês. E está em máximos dos últimos 30 dias.

No entanto, encontra-se a 17% dos máximos do ano.

Empresas como BMW, Siemens, Danone e Santander fazem parte deste grupo. Aposto que é cliente de pelo menos uma destas marcas.

Não pode alegar desconhecimento para não investir nas mesmas.  Conhece até muito melhor a gama de produtos destas empresas do que provavelmente de uma Altri, Semana, Mota-Egil ou Portucel.

Se quer saber mais sobre ideias na zona Euro, assine (produto europa)

03:39 - Oriente

As primeiras notícias do dia chegaram do gigante asiático. Os dados divulgados confirmaram o cenário de desaceleração, a economia chinesa cresceu 6,9% no 3T. Ainda assim, superou as estimativas de 6,8%.

Nem assim as matérias-primas animam. Os futuros do petróleo já caem mais de 1% nas praças internacionais.

Boas notícias para quando for encher o deposito do seu carro. Mas um mau indicador para as expetativas de crescimento económico global.

04:20 - Cartel do ouro

O Ministro do petróleo Iraniano apelou aos membros da OPEC, que cortem a produção do ouro negro de forma a subir o preço do mesmo nos mercados internacionais.

O objectivo deste corte será a subida do preço até aos $70/$80 por barril, dos atuais $46.

Diz a mesma fonte que “ninguém está feliz como os preços atuais”. No entanto avisa, que é pouco provável que o grupo decida reduzir a produção na próxima reunião agendada para dezembro

Pedro Gonçalves, Editor-chefe

Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, é editor-chefe da Empiricus Portugal.