Momento histórico

Num estudo recente da UBS, um dos maiores bancos privados no mundo, 80% dos clientes acreditam que estamos a viver o período mais imprevisível da história.

Maior Menor
Por 29 de Junho de 2017

.: Oh mo deus!
.: Segura-te
.: Inova-te
.: Value Start-up Investing
.: Homos imobilis

00:12 - Oh mo deus!

No best-seller “Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã”, Yuval Noah Harari discute o paradoxo do conhecimento histórico.

Ele descreve que quanto mais informações temos, melhor entendemos o nosso passado e presente.

Vivemos na era dos grandes volumes de dados, da alta capacidade de armazenagem e da crescente conectividade dos meios.

Que ótimo, não?

No entanto, há um problema…

A melhoria na compreensão acelera o processo de mutação e, como consequência, reduz a nossa capacidade de prever o futuro.

01:03 - Segura-te

Num estudo recente da UBS, um dos maiores bancos privados no mundo, 80% dos clientes acreditam que estamos a viver o período mais imprevisível da história.

O conceito de imprevisibilidade é tratado ad nauseam pelos analistas da Empiricus.

Se não podemos prever eventos de cisnes negros como Trump, Brexit e outros que virão, temos que nos precaver.

O leitor haverá de procurar cada vez mais por análise e não informação.

Veja: há uma diferença abissal entre uma e outra.
Não basta apenas saber o que está a acontecer ou o que pode acontecer, mas sim o que fazer diante dos vários cenários.

Ainda ontem o Pedro tratou de como comprar seguros anti-catástrofes neste espaço.

Não me vou alongar no tema: quem realmente quiser proteger-se nesta nova era terá de precaver-se de cenários que a priori parecem improváveis.

 

02:01 - Inova-te

Nós, analistas financeiros, somos obrigados a conviver diariamente com as nossas previsões.

É impossível chegar à conclusão se determinada empresa cotada é um bom investimento sem estimar minimamente quais serão as suas receitas, despesas, custo de capital e margem de lucro para os próximos anos…

Esse trabalho terá sempre a sua importância no resultado final de qualquer análise.

Mas há algo que tem tornado cada vez mais difícil estimar “números”.

Falo de inovação disruptiva.

Diferente da evolução que estamos acostumados a ver, o poder de destruição da inovação disruptiva é muito maior.

Isto significa que, cada vez mais, veremos empresas grandes e relevantes desaparecerem simplesmente.

O gráfico abaixo corrobora essa inevitabilidade.

O tempo médio de permanência de uma empresa entre as 500 maiores da bolsa americana tem reduzido drasticamente nos últimos anos.

 

03:12 - Value Start-up Investing

Durante o Web Summit do ano passado, tive a oportunidade de acompanhar um painel sobre o investimento em startups.
Convenhamos, não há setor mais disruptivo do que esse.

Os oradores eram essencialmente gestores de fundos bilionários, partilhando as suas glórias, fracassos e técnicas de gestão de recursos.

Existe uma técnica na gestão dos portfólios que todos utilizam e que será também cada vez mais utilizada por gestores de fundos de empresas cotadas.

Na impossibilidade de prever com precisão quais serão as próximas tecnologias e quais as empresas que se tornarão os próximos Facebook, Instagram, Uber, Snapchat… é preciso diversificar o investimento.

Quanto mais diversificado, melhor.

Pense assim, mesmo que várias empresas morram ao longo do caminho, se 2 ou 3 empresas do portfólio se transformaram numa mini-Google então compensarão todas as que findaram e ainda os tornarão mais ricos.

Essa é proposta que temos nas oportunidades de uma vida.

Sete empresas que qualquer pequeno investidor pode comprar com um pequeno capital e que podem gerar resultados avultados para as suas carteiras.

04:01 - Homos imobilis

Existe um setor em particular que gosto de pensar como autoimune a toda esta maluquice do mundo moderno.

Independentemente das novas tecnologias, as pessoas haverão sempre de morar nalgum sítio e é por isso que gosto de pensar em imóveis como um bem físico importante dentro do racional de diversificação de uma carteira.

Se o assunto é o investimento imobiliário, Portugal é a bola da vez.

Se antes, as noticias se concentravam no investimento advindo de pequenos investidores atrás do Golden Visa, hoje deparamo-nos cada vez mais com grandes empreendimentos, de investidores que sabem o que estão a fazer.

Tenho de confessar que as notícias sobre novos empreendimentos nas áreas mapeadas pelo Márcio têm nos deixado ainda mais otimistas.

Reforçam a tese de que a segunda grande onda de valorização ocorrerá nessas áreas.

Ainda é tempo para quem quiser participar nesse ciclo.

 

Renato Breia, CFP®, Analista-Chefe de Investimentos

Formado em Economia pela PUC-SP e Planejador Financeiro certificado pelo IBCPF. Iniciou a sua carreira como analista de ações na Link Corretora e tem experiência de mais de 12 anos em mesa de operações, gestão de fundos, relações com investidores e alocação de patrimônio.