O que aprendi nas férias

O que é que se passou nesta última semana. Será que os nossos leitores foram surpreendidos? Pois bem… já vi que não

Maior Menor
Por 20 de março de 2017

.: What did I miss?
.: Dinheiro dourado
.: Caixa Perpétua
.: Risco de perda
.: Então que outras soluções existem?

00:14 - What did I miss?

Fico sempre na dúvida: será que estava mais cansado antes de ir de férias ou agora quando regresso ao trabalho?

Perdido nestes pensamentos o trajeto de casa ao escritório demorou menos que o habitual, mas rapidamente foi substituído por outro mais importante: o que é que se passou nesta última semana.

Será que os nossos leitores foram surpreendidos?

Pois bem… já vi que não:

– A Fed subiu o juro básico norte-americano e, pasme-se, o euro valorizou – afirmámos repetidamente que quando TODA a gente acredita que uma coisa vai acontecer, então a sua materialização provoca um efeito contrário.

As eleições na Holanda tiveram um resultado dentro do estimado e com impacto nulo a positivo no mercado;

– O Governo continua a choradeira do costume e as yields portuguesas a 10 anos já estão nos 4,30%, exatamente como previmos na nossa tese do Colapso.

01:02 - Dinheiro dourado

Também tínhamos comentado que uma das grandes censuras apontadas ao Ouro é que o mesmo seria ineficaz face a um cenário de subidas de juro em terras do Tio Sam.

Facto é, o preço do metal tem subido precisamente após as elevações do juro da Dra. Yellen…

Ou seja, o Ouro corrige até ao anúncio, mas depois dispara quando a notícia se concretiza.

Além disso, têm sido recorrentes as questões sobre a melhor maneira de obter essa exposição. ETF’s podem ser uma alternativa interessante.

Essa é apenas uma das recomendações vencedoras que fizemos no Carta Empiricus. Se está contente com a remuneração dos seus depósitos a prazo, então esta não é para si.

02:31 - Caixa Perpétua

Volta e meia recebo um e-mail a perguntar sobre a emissão de dívida da Caixa Geral de Depósitos. Sim. O mesmo banco que nos últimos seis anos acumulou prejuízos de quase 3.900 milhões.

Gostaria de saber a sua opinião acerca da emissão de dívida pública a 5 anos, por parte da CGD. Tenho conhecimento de que, por agora, é somente para investidores institucionais, mas quando a “oportunidade” for dada aos particulares, será que é um bom investimento ou nem por isso?

Ainda não se sabe o juro, mas honestamente seria um péssimo investimento para um particular – caso fosse possível. A emissão só está disponível para investidores institucionais.

Explico porquê:

– Primeiro, a emissão é perpétua (a CGD tem a OPÇÃO de amortizá-la antecipadamente ao fim de 5 anos)…

No limite, poderia ficar agarrado a esta emissão ad infinitum. No entretanto, se quisesse vender a sua posição estaria à mercê do preço de compra dos market makers. Pancada na certa.

 

03:10 - Risco de perda

Numa emissão destas, normalmente o risco é ser convertido em acionista. Como isso não é possível no banco público…

A solução encontrada é baixar o valor nominal das obrigações caso o rácio de fundos próprios principais de nível 1 (CET1) consolidado ou individual da CGD desça abaixo de 5,125%.

Em bom português, se a Caixa continuar a dar prejuízo, suportaria uma perda na sua posição.

Vale a pena lembrar que este tipo de investimento – altamente arriscado – pode ser interessante se for profundamente diversificado.

Se conseguisse comprar a dívida de um grande número de empresas nesta situação, então os elevados lucros que recebe das que não entram em falência compensa o risco de perda daquelas que entram.

Agora expôr-se a um risco de perda irreparável num único título é simplesmente um risco inaceitável para um cliente particular por mais que o juro possa “parecer interessante”.

Separar os ovos pelas cestas

04:00 - Então que outras soluções existem?

Aqui na Empiricus temos sido bastante francos no nosso apoio ao investimento imobiliário. Desde que bem feito.

Ora, como o bom é inimigo do ótimo decidimos convidar o Marcio Fenelon, que considero um dos maiores especialistas em investimento imobiliário do Brasil, para fazer um acervo do mercado imobiliário nacional.

Convenhamos, a análise feita por um outsider guarda ainda um certo afastamento emocional, garantindo total independência.

Nesse sentido, caso o leitor queira saber mais sobre o projeto e a sua estratégia comprovadamente bem-sucedida, e utilizada pelos maiores investidores no setor imobiliário do mundo, basta clicar aqui.

É um passo totalmente gratuito em que só tem de aceitar receber as informações sobre esse projeto.

Pedro Gonçalves, Editor-chefe

Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, é editor-chefe da Empiricus Portugal.