Para o ano há mais

Em jeito de final de ano, promovemos uma competição para definir a personalidade que mais influenciou os mercados este ano: O prémio vai para….MARIO DRAGHI!

Maior Menor
Por 30 de Dezembro de 2015

.: Resumo do ano
.: Personalidade do ano
.: Caminho mais fácil
.: Riscos e baldrocas
.: Ainda sobra um

00:13 - Resumo do ano

Este é o último Mercado em 5 de 2015, e, como não podia deixar de ser, gostaria de fazer um especial agradecimento a si que nos acompanha diariamente.

O M5M não é só uma newsletter de informação de mercados, queremos ser um veículo de diálogo, por isso coloque-nos as suas dúvidas, só dessa forma poderemos crescer e destruir as barreiras que o impedem de ser bem-sucedido financeiramente.

Como resolução de fim de ano, nós aqui na Empiricus comprometemo-nos a continuar a difundir a nossa opinião para que, mais informado, tome as melhores decisões para a sua carteira.

E prometemos já em 2015, não só revelar quais são as melhores corretoras para trabalhar em Portugal, mas também ideias concretas para onde pode direcionar os seus investimentos.

01:03 - Personalidade do ano

Em jeito de final de ano, promovemos uma competição para definir a personalidade que mais influenciou os mercados este ano:

O prémio vai para….

MARIO DRAGHI!

O presidente do banco central europeu assumiu o lugar de destaque.

Sozinho sustentou a alta das ações europeias, da dívida soberana, afundou o euro e as Euribor.

Enquanto os mercados emergentes tiveram um ano para esquecer e os EUA ficaram a zero, as ações europeias tiveram um ano em grande.

O Stoxx 600 subiu 8% e a bolsa nacional leva 11% para casa.

Se nas ações houve uma divergência de desempenhos, nas commodities a derrocada foi transversal a praticamente todas as matérias-primas.

Não adianta chorar sobre o leite derramado, portanto o melhor é olhar para a frente. Se quer saber a nossa opinião para o próximo ano leia o nosso relatório As Grandes Oportunidades de 2016.

Draghi manda chuva

02:04 - Caminho mais fácil

Depois de ter usado o dinheiro dos contribuintes para salvar o que restava do BANIF.

Essa opção ficou fora da mesa, quando o Banco Central Europeu identificou necessidades de capital de €1400 milhões no Novo Banco.

Depois de bater muito com a cabeça na parede, o Banco de Portugal encontrou uma solução para o problema.

Vamos à carteira dos credores institucionais!

Resultado: agarrou na dívida sénior que estava no Novo Banco (€2000 milhões) e transferiu-a para o caloteiro do BES (bad bank).

Com um truque de magia reforça os capitais do NB, enquanto atira para o buraco, dívida que tinha sido colocada em bancos de investimento, fundos, etc…

De uma só vez, salva os contribuintes e com a outra mão vai ao bolso dos capitalistas.

Jerónimo de Sousa e Catarina Martins não teriam encontrado uma resolução melhor…

 

03:15 - Riscos e baldrocas

Pensando bem, e dada as hipóteses, esta solução acaba por não ser assim tão estapafúrdia e é de fácil implementação (afinal é só um movimento contabilístico), ora vejamos:

– as perdas ficam circunscritas a um grupo de investidores.

– estamos a salvo de represálias – com a manipulação que existe nos bilhetes do Tesouro o risco de um aumento dos custos de financiamento ficam mitigados;

– salvam-se os contribuintes;

– os bancos com participação no fundo de resolução não aumentam a sua responsabilidade no problema;

– e em menos de um mês, dissipam-se 2 dos 3 maiores riscos para a bolsa portuguesa para o ano de 2016.

BES

04:01 - Ainda sobra um

Neste momento ainda paira um fantasma sobre a bolsa portuguesa.

O risco de uma crise política no próximo ano…

Na primeira oportunidade que houve, a esquerda mostrou que não está realmente numa coligação (aprovação do orçamento retificativo).

A resolução do Banif deixa o défice acima de 3%, o que significa que o estado português não irá fechar um procedimento de défices excessivos.

Uma vez que a derrapagem se deveu a uma medida de intervenção ao sistema financeiro, a Comissão Europeia não aplicará sanções, mas o país não poderá beneficiar em 2015 da flexibilidade orçamental permitida aos países com saldos inferiores a 3%.

Isto significa que qualquer desvio orçamental resultará num convite, por parte da comissão europeia, para que o Governo altere o orçamento.

Se o desvio for concretizado, então Portugal poderá ser alvo de sanções ao abrigo das regras europeias.

Uma vez que os partidos mais à esquerda são alérgicos a cumprir metas orçamentais, espera-se um braço de ferro para conseguir aprovar o que quer que seja.

Links Recomendados:

:. Siga-nos no nosso Facebook, aqui.

Pedro Gonçalves, Editor-chefe

Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, é editor-chefe da Empiricus Portugal.