Rico ou Pobre

Enquanto estou sentado aqui na minha secretária a trabalhar, nesta mesma Avenida, começam a chegar clientes às lojas de luxo da Louis Vuitton, Prada e Gucci.

Maior Menor
Por 27 de Outubro de 2015

.: Quem tem muito, afinal não sabe quanto tem
.: Chuta o problema para a frente
.: É para baixo o caminho
.: Luz ao fundo do túnel
.: Ler as entrelinhas

00:07 - Quem tem muito, afinal não sabe quanto tem

Enquanto estou sentado aqui na minha secretária a trabalhar, nesta mesma Avenida, começam a chegar clientes às lojas de luxo da Louis Vuitton, Prada e Gucci.

Seria de esperar que essas pessoas fossem mais optimistas do que eu.  Afinal de contas a vida corre-lhes bem.

Mas de acordo com uma análise feita aos dados da OCDE, os ricos são mais pessimistas e o pobres mais optimistas em relação à sua posição na hierarquia salarial.

Os que ganham mais dinheiro, nunca consideram que fazem parte da classe alta. Por outro lado, os que recebem menos acham sempre que estão numa classe social superior.

Estes resultados acontecem porque a grande maioria das pessoas pensa que pertence a classe média. Se para os os que têm pouco isso é uma subida na escala. Para os endinheirados será pessimismo ou falsa modéstia?

01:21 - Chuta o problema para a frente

Já deve ter ouvido mais que uma vez, que o Governo Norte-Americano e o Congresso não chegaram a acordo, e portanto alguns serviços governamentais terão de ser encerrados porque não existem verbas para os manter a funcionar.

Nos últimos anos, o government shutdown tem sido usado como arma política pelo Congresso para conseguir concessões da Presidência e vice-versa.

Um vez que o limite máximo de endividamento é definido pelo Congresso, que é de maioria Republicana, e o Presidente é democrata, qualquer negociação da subida desse teto esbarra sempre na vontade dos congressistas.

Finalmente, esta terça-feira foi aprovado um acordo orçamental provisório que define os níveis de despesa do Governo até 2017 e aumento o limite máximo de endividamento.

Se este acordo for aprovado, poderá significar o fim de anos de impasse e ameaças de shutdown.

O problema é que a solução vem às custas de mais endividamento. A dívida Norte-Americana já representa mais de 100% do seu PIB.

Ainda não aprendemos nada?

02:16 - É para baixo o caminho

As boas notícias para a economia global é que o preço do petróleo deverá continuar nos níveis atuais.

Depois do arrefecimento da economia Chinesa agora é a vez dos inventários dos barris de petróleo subirem.

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais. os futuros do petróleo recuam 1.49% para 43,34 dólares por barril.

Ainda a marcar a negociação do petróleo está o facto de a Argélia apoiar a ideia da Venezuela de que seja agendado um encontro dos chefes de Estado dos estados-membros da OPEP e de outros países produtores desta matéria-prima com o objectivo de encontrarem uma forma de elevarem os preços do petróleo.

03:37 - Luz ao fundo do túnel

Na Holanda, o ABN Amro planeia uma oferta pública inicial (IPO) em Amesterdão no quarto trimestre deste ano, sete anos depois de o banco ter sido resgatado pelo Estado.

Os planos do Governo passam por vender 30% do ABN Amro este ano.

Parece que existe procura para bancos resgatados. Demorou foi sete primaveras.

Quando é que será que nos compram o Novo Banco?

04:21 - Ler as entrelinhas

Os mercados estão anémicos esta manhã.

Excepto Itália, todos os mercados Europeus negoceiam no vermelho.

Portugal e Espanha lideram as quedas (perto de 1,5%). Alemanha e França apenas com uma ligeira correção (0.7%).

Entretanto em Washington, a FED reune-se para uma conferência de dois dias sobre a política monetária americana.

Não é a reunião que todos nós temos estado à espera, ou seja, as taxas deverão manter-se perto de 0%.

A verdadeira questão é se a FED irá subir as taxas na sua próxima meeting em Dezembro.

Por causa disso, todos vão ficar atentos à declaração que acontece sempre no final da conferência (amanhã) para perceber se existe alguma indicação sobre uma eventual alteração nas taxas.

Deve ficar atento a qualquer mudança no discurso em relação à economia dos EUA. Se as perspectivas continuarem negativas o mais provável é não haver uma subida das interest rates, mas se houver uma mensagem positiva então prepara-se.

Pedro Gonçalves, Editor-chefe

Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, é editor-chefe da Empiricus Portugal.