Tem de acreditar no processo
Qualquer pessoa que queira tornar-se um verdadeiro investidor deve aprender e confiar em processos de investimento que geram retornos consistentes.
.: A nova moda do futebol português
.: Particular vs. Profissional
.: Chata e compreensível
.: Mapeamento bolsista
.: Eu sei o que fizeste o ano passado...
00:12 - A nova moda do futebol português
“Os jogadores têm de confiar no processo”.
Este parece ser o novo mote de todos os treinadores da Primeira Liga.
“A equipa tem de acreditar no sistema que temos aqui”. “Se aprenderem, então seremos bem-sucedidos”.

Não é por acaso que os nossos treinadores estão em alta pelo mundo fora. O conhecimento tático, a avançada metodologia de treino e o desenvolvimento de novos talentos são apenas alguns dos elogios que recebem regularmente.
Convenhamos: um processo superior e o sucesso andam geralmente de mãos dadas.
Isto também é verdade quando se trata de investir.
Qualquer pessoa que queira tornar-se um verdadeiro investidor deve aprender e confiar em processos de investimento que geram retornos consistentes.
01:20 - Particular vs. Profissional
Aqui na Empiricus, acreditamos genuinamente que um investidor particular tem tantas ou mais possibilidades que um profissional.
Oiço várias vezes que não é preciso ser um financeiro ou um contabilista para se ser um investidor de sucesso. Mas logo de seguida avisam que é preciso estar confortável com os números para encontrar negócios dignos do seu capital.
Na Empiricus, achamos que as características que separam o trigo do joio não se compram com um diploma.
Por exemplo, o sentido crítico e a perseverança são aspetos muito mais fundamentais do que a capacidade de lamber um balanço na hora de ganhar dinheiro com ações…
Posso afirmar que existem vários financeiros que não são capazes de afirmar se uma empresa “será capaz de consistentemente gerar caixa ano após ano, mesmo durante períodos económicos difíceis”.
Perdem-se em justificações e em cálculos sem sentido.
02:33 - Chata e compreensível
Para nós é simples: quando a resposta é sim, então nesse caso, é um negócio que definitivamente vale a nossa atenção (e merece a sua).
Se não conseguimos perceber de onde vem o dinheiro… o problema não é nosso.
Ou dito de outra forma, não há absolutamente nenhuma vergonha em manter o seu processo de decisão o mais simples possível. Se não entende como um negócio é rentável, então passe para o próximo.
É por essa razão que no Carta Empiricus atribuímos tanta importância à linguagem simples e à explicação dos porquês…
A nossa regra é simples: se não conseguir explicar à minha tia como certa empresa faz dinheiro, então nem vale a pena estudá-la.
O Diogo identificou uma ação que cumpre exatamente a nossa ideia de bom investimento: simples, chata, compreensível, e que gera bom retorno.
Os leitores do Carta já a conhecem.
Vale a pena sublinhar que é importante comprar uma ação antes que outros investidores reconheçam a disparidade entre o valor e o preço.
São estas as oportunidades que geram retornos extraordinários.
03:12 - Mapeamento bolsista
Os futuros norte-americanos apontam para uma abertura calma na bolsa de valores esta quinta-feira de manhã, antes de uma votação crucial no projeto de lei republicano sobre os cuidados médicos nos EUA – naquele que é o primeiro grande teste do presidente Trump.
Na Europa, as bolsas seguem no zero a zero com volumes de negociação bastante baixos, enquanto os mercados continuam nervosos após o ataque terrorista em Londres.
Durante a noite, na Ásia, os mercados terminaram em alta, com o Shanghai Composite na China com uma subida de 0,1%, enquanto o Nikkei japonês acrescentou 0,2%.
03:15 - Eu sei o que fizeste o ano passado...
Ainda ontem o Diogo explicou como o Estado anda em passeio pelas principais praças europeias a tentar vender a dívida da CGD.
De acordo com o Financial Times, a BlackRock e a PIMCO, duas das maiores gestoras de ativos do mundo, vão recusar participar na primeira venda de títulos do banco público.
Isto porque ainda estão envolvidas numa batalha legal com o Banco de Portugal por causa das obrigações que estavam no banco bom (Novo Banco) e que foram transferidas para o banco mau (BES).
Os investidores internacionais não se esquecem…
Por isso é que antes do roadshow estimava-se que os juros a serem pagos nas novas obrigações subordinadas iriam custar à Caixa entre 8% a 10%….
Agora fala-se em mais de 11%.
Este tipo de decisões – que, no momento, passam despercebidas à opinião pública – vão minando a confiança dos nossos credores e pavimentam o caminho da derrocada.
Pedro Gonçalves, Editor-chefe
Pedro Gonçalves foi Portfolio Manager no Millennium Investment Banking. É licenciado em Finanças pelo ISCTE – Business School e mestre em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, é editor-chefe da Empiricus Portugal.
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