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Outubro de 2019

Vale a pena Investir em Ouro?

Primeiro, vale a pena Investir em Ouro? E segundo, de que forma é que pode investir em Ouro?

Por Renato Breia, CFP®, Analista-Chefe de Investimentos Lisboa, Portugal

 

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Caro Leitor,

Sou Renato Breia, sócio-diretor da Empiricus.

Preparei com a nossa equipa de análise este Guia Especial para responder às seguintes perguntas:

Primeiro, vale a pena Investir em Ouro?

E segundo, de que forma é que pode investir em Ouro?

Pois bem, que Portugal ainda não saiu da crise económica em que se afundou em 2008, já não é novidade para ninguém.

Ao contrário do que diz o Primeiro-ministro, não existe realmente um virar de página. As alterações na fiscalidade tiveram um impacto marginal no seu bolso e os pressupostos assumidos para a execução do orçamento são, na opinião dos especialistas, demasiado otimistas. A evidência dessa desconfiança atingiu o seu pico, quando em fevereiro os juros da dívida portuguesa a 10 anos atingiram os 4%.

Não me quero juntar aqui à bancada dos céticos, até porque não é esse o objetivo deste relatório. Este serve para enquadrar o leitor na necessidade de proteger o seu património.

Mas será que as grandes economias continuarão a crescer?

risco de uma crise mundial?

Alguns analistas já alertam que, embora necessário, o excesso de intervencionismo dos Bancos Centrais (e dos governos em geral) adotado desde a crise de 2008 para salvar a economia mundial do colapso do sistema financeiro, praticamente zerando os seus juros, levará a uma sobrevalorização dos ativos financeiros.

Mas é impossível saber se esta “bolha” irá estourar e quando.

Neste início de ano já se nota a desconfiança do mercado, com as bolsas um pouco por todo o mundo a sofrer grandes desvalorizações, arrastadas principalmente pelo medo da desaceleração da economia na China e pela crise no preço do petróleo.

Para o investidor que deseja se proteger de um cenário de crise global, o ativo mais adequado para se ter em carteira é o OURO.

 

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Há quem suponha que investir em metais preciosos é coisa dos anos 20 do século passado.

Com tantas alternativas modernas em obrigações, forex, derivados e ações, alguém ainda se interessa por ouro?

Eu, definitivamente, interesso-me.

E quem também se interessa é Ray Dalio – um dos meus gestores preferidos, exatamente por não se importar de ir contra a corrente.

Ray foi ridicularizado ao dizer: “If you don’t own gold, you know neither history nor economics” (em tradução livre: Se não possui ouro, não sabe de história ou de economia).

Milionários e outros investidores experientes percebem que, mesmo agora, quando a manada está a correr para a saída, possuir ouro é uma das melhores formas de gerir o risco sistémico. Eles não se esqueceram que os gregos tiveram os seus depósitos congelados (tal como os cipriotas) apenas há alguns anos atrás.

São as características canônicas do ouro que o fazem tão atrativo:

  1. escassez (ao contrário das moedas, não há como se imprimir uma maior quantidade)
  2. fácil divisão
  3. perenidade associada à não corrosão ou deterioração, fazendo dele uma reserva de valor clássica

Recebemos diversos e-mails dos nossos leitores a solicitar mais informações sobre como investir neste metal precioso.

Para já alerto para os riscos da compra ou aplicação em ativos atrelados ao ouro, pois pela sua natureza, sofrem de uma grande volatilidade (flutuação) no seu preço, influenciada pelo cenário macroeconómico, bem como pela cotação externa do metal e do dólar.

Além disso, o lingote não paga juros nem oferece dividendos, pelo que o seu retorno é feito exclusivamente através da valorização. No fim de contas, o único valor que carrega é lhe atribuído por quem o compra (se estão dispostos a pagar mais ou menos).

Além do risco do transporte e da guarda das barras de ouro pelo titular (caso opte pela modalidade de compra do ouro físico). Opção que não recomendo a investidores iniciantes.

Mesmo para investidores mais arrojados e experientes não indico grande alocação em ouro neste momento, pois há um grande custo de oportunidade.

Recordo que o aumento de estímulos por parte dos Bancos Centrais e governos na tentativa de despoletar um maior crescimento económico pode prolongar a valorização dos ativos nos países desenvolvidos.

Em segundo, o ouro é utilizado, historicamente, como instrumento de proteção contra a perda de poder de compra (kit anti-inflação), ora bem, com um nível global de inflação tão baixo, esse atributo torna-se irrelevante.

Abaixo mostro o comportamento da cotação do ouro (em USD/oz) nos últimos 5 anos, no gráfico do contrato futuro de ouro negociado na bolsa de commodities de Nova York (COMEX), que é referência mundial para negociação do metal.

Cotacão em USD/oz = dólar/onça troy

1 onça troy = 31,10 gramas (aproximadamente)

Fonte: Bloomberg

 

De que forma é que pode investir em Ouro?

São basicamente 3 formas:

1) Fundos

2) ETF’s

3) Ouro Físico

Vamos a elas, portanto.

1) Fundos

As restrições dos fundos não os permitem comprar diretamente o metal precioso, mas ainda assim, existem fundos que investem em ações de empresas cuja atividade está correlacionada com a cotação do ouro, particularmente a mineração.

É como se comprasse um cabaz de ações de mineiros. Teria uma ínfima percentagem de cada uma dessa empresas, e de cada vez, que o ouro sobe a cotação dessas empresas também, logo o seu fundo segue para el dorado.

Não há tantos fundos de ouro disponíveis, principalmente em comparação a outras categorias de investimento.

Ainda assim, existe uma gama suficiente, capaz de dar acesso ao investidor de forma relativamente fácil, sem se preocupar em realizar operações em bolsa, precisar arcar com particularidades de corretagem e custódia ou dificuldades de armazenamento.

A contrapartida de delegar a um terceiro a gestão e se livrar das demais questões supracitadas é o pagamento de taxas de administração, que variam, grosso modo, de 2% a 3% ao ano.

Blackrock Global Funds – World Gold Fund E2 (em dólares)

Taxa Global de Custos: 2,58%

Invesco Funds – Invesco Gold & Precious Metals Fund (em euros)

Taxa Global de Custos: 2,58%

2) ETF’s

Existem muitos ETF’s de ouro disponíveis, principalmente em comparação a outras categorias de investimento.

É assim provavelmente a forma mais fácil de investir no metal precioso.

Investir num ETF’s é exatamente o mesmo processo de comprar uma ação, só que desta vez o seu título varia de acordo com a cotação de uma commodity.

Abaixo cito três ETF’s:

SPDR Gold Shares (em dólares) – mais líquido do mundo

Taxa de administração: 0,40% ao ano

iShares Gold Trust (em dólares)

Taxa de administração: 0,25% ao ano

db Physical Gold Euro Hedge ETC (em euros)

Taxa de administração: 0,59% ao ano

A tributação segue as regras estabelecidas para mais-valias:

A venda tem de ser declarada no IRS e a eventual mais-valia está sujeita a imposto.

3) Ouro Físico

Do ponto de vista operacional é relativamente fácil comprar ouro físico. Para atuar no mercado de balcão, a compra e venda pode ser feita por meio de instituições financeiras especializadas (bancos, corretoras e distribuidoras).

O banco não cobra comissões de compra e venda, o lucro está no spread praticado: vendem acima do valor de referência do mercado (cotação dos futuros com vencimento mais curto) e compram abaixo.

Se decidir guardar o metal consigo – caso tenha um lugar seguro e de fácil acesso. Ela não envolve taxas adicionais e dá-lhe a garantia de acesso ao metal – em situações de crises extremas, justamente quando o ouro se irá provar mais rentável, o acesso ao patrimônio custodiado no banco (dinheiro e/ou ouro) pode ser restringido. Obviamente, estamos a falar aqui de situações extremas, mas é exatamente quando estaria mais necessitado desse património de refúgio e mais valorizado estaria o metal.

 Se optar pela aquisição do ouro, basta ao cliente procurar uma agência do banco. Os procedimentos são semelhantes para as demais grandes instituições.

Como vimos, o Ouro é um ativo utilizado como instrumento de proteção a crises por grandes gestores de investimento. Ou seja, quanto mais o mercado acredita numa tempestade, mais o metal tende a se valorizar.

Parafraseando um grande gestor de fortunas: “Não é por que não consigo adivinhar quando a tempestade vai acontecer, que não me devo preocupar com as nuvens que se aproximam”.

Esta fica entre nós: antes mesmo do Ouro, o leitor que se rodeia de informação estará sempre mais preparado para tomar decisões acertadas.

Alerta Vermelho

O especialista internacional e antigo assessor da CIA, Jim Rickards, enviou-nos esta mensagem.

Trata-se de um alerta URGENTE a todos os investidores de Portugal.

Um acontecimento catastrófico está prestes a transformar o mundo como nunca o viu…

… um cenário onde os Estados Unidos são um país como qualquer outro e os poderes económicos e políticos ficarão distorcidos para sempre.

Tudo isto vai ter um impacto radical nas suas poupanças da mesma forma que vai aumentar os preços de tudo o que consumimos no nosso dia-a-dia.

Por essa razão, é urgente que tome uma decisão AGORA.

Tem todo o interesse em conhecer esta apresentação que o próprio Jim Rickards nos enviou diretamente dos Estados Unidos.

Nesta apresentação ele explica as causas que levarão a um colapso financeiro e que ações tomar hoje mesmo para proteger o seu património

 

Descubra todos os detalhes aqui

 

 

 

 

 

Um forte abraço,

 

Renato

 

 

Renato Breia, CFP®, Analista-Chefe de Investimentos

Formado em Economia pela PUC-SP e Planejador Financeiro certificado pelo IBCPF. Iniciou a sua carreira como analista de ações na Link Corretora e tem experiência de mais de 12 anos em mesa de operações, gestão de fundos, relações com investidores e alocação de patrimônio.

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